Thursday, June 11, 2009

traditional media or traditional mind

Todo mundo tem criticado a mídia impressa impiedosamente. É bem verdade que o modelo de negócio baseado na venda de jornal, de papel, também não tem dado os sinais mais otimistas do mundo.

Eu particularmente não gosto muito dessas especulações que profetizam o fim das coisas boas. Mas negar que existe algum sentido nessa especulação também é ingenuidade. A Gazeta Mercantil por exemplo, infelizmente foi-se. O New York Times assumiu de vez a corrida alucinada na transformação do seu business de papel em conteúdo transmídia e vem de fato construindo uma fantástica plataforma de informação utilizando os meios mais diversificados, ricos e flexíveis possíveis.

Para piorar, no cenário de hoje, cinco minutos são suficientes para uma notícia ficar velha e além de tudo isso as pessoas estão de fato sujando menos as mãos em papel e tinta. Por incrível que pareça, eu confesso que ainda tenho o hábito de tomar o café da manhã folheando aquelas páginas grandes e difíceis de manusear. Gosto de ler os colunistas e ver o ponto de vista editorial, não só os fatos em si. Até porque realmente não acompanho fatos por jornal.

Mas a verdade é que não devemos ter preconceito ou generalizar. Por exemplo, existe algo mais útil do que jornal em metrô? O contexto às vezes se torna mais importante do que qualquer coisa, sem falar que o uso surpreendente e criativo da mídia em si já provoca um grande impacto. Vou repetir uma frase que usei no post passado e que vem muito bem a calhar nessa história que vou lhes mostrar. "Tradicional não é a mídia, mas o uso medíocre que na maioria das vezes se faz dela".


É exatamente por isso que eu faço questão de dividir esse case da AGE para OLLA com vocês.





Tuesday, June 02, 2009

Até quando a gente vai continuar chamando chuveiro de “chuveiro elétrico” :P


Esses dias eu estava pensando o quanto as coisas mudaram e perdeu o total sentido falar de comunicação e comunicação digital.

Eu me lembro que em 95, quando me perguntavam o que eu fazia, eu dizia: “agora trabalho com internet”. Logo em seguida as pessoas me indagavam: “mas, vem cá, você não era diretor de arte? Eu não sabia que você tinha feito computação.” Lembro como se fosse hoje a trabalheira que me dava para explicar que eu ainda continuava sendo a mesma coisa, porém a novidade era que eu havia focado em direção de arte para internet, e que isso não tinha nada a ver com computação!

Hoje, tudo mudou. A internet deixou de ser necessariamente um fim para ser o meio, a conexão e a amplificação das experiências com tudo que está ao nosso redor, ou em nossas vidas. Ela mudou a forma como as pessoas se interrelacionam, como uma dúvida é sanada ou até mesmo como alguém escolhe um novo carro para comprar.

Chegamos a um ponto em que não faz mais sentido falar sobre o crescimento da internet, mas sim sobre o seu gigantismo na medida em que ela vai se tornando cada vez mais transparente em nossas vidas, deixando de ser uma finalidade específica para potencializar o todo, seja através de um serviço corriqueiro no celular ou, ainda, quando se torna palco de narrativas ilimitadas de forma, tempo e local.

Agora, vamos voltar lá no século passado, em 1995, quando a gente “fazia internet”. Realmente, a questão já era muito mais simples porém mais ampla do que a gente conseguia enxergar na época. A nossa paixão pelo espírito libertário deste ambiente acabou separando a internet do resto do mundo. Mas vamos ver pelo lado positivo: essa bendita divergência permitiu uma super-experimentação desse mundo, criando assim, uma grande escola. A escola da busca pela ruptura, a escola de novas narrativas criativas, a escola da interatividade, de novos modelos de negócio, serviços e visões estratégicas diferenciadas.

Esses últimos 10 anos de internet serviram para gerar um legado no mínimo interessante e que tem tudo para amplificar o desempenho e a experiência de todas as mídias, acabando, de uma vez por todas, com esse conceito arcaico de mídias tradicionais e novas mídias. Afinal, convenhamos: tradicional não é a mídia em si, mas o uso medíocre que na maioria das vezes se faz dela, seja TV, cinema, rádio, revista, ou a própria internet.

Enfim, não faz mais o menor sentido discutirmos comunicação digital e analógica, nova mídia ou mídia tradicional, mas sim comunicação, baseada em inteligência estratégica, repertório ferramental e acima de tudo criatividade de verdade, para envolver as pessoas e diferenciar as marcas. Isso sim diferencia o joio do trigo.

Aliás, já dizia Confúcio sobre comunicação há alguns milênios atrás: “Diga-me e eu me esquecerei, mostre-me e eu me lembrarei, envolva-me e eu entenderei”.

Saturday, May 30, 2009

Isobar no Brasil


(versão monstro)

Às vezes as palavras estragam quando tentamos descrever coisas que só são perceptíveis quando sentidas ou vivenciadas, powerpoint então nem se fala.

Recentemente me pediram uma apresentação sobre o nosso time ISOBAR no Brasil, mostrando as 2 agências, tanto da AGE como a AgênciaClick. Uma apresentação que abordasse as características de trabalho no dia-a-dia. 1 dia de prazo ;)

Não existe gráfico, case ou descrição mais sincera do que ver no rosto dessas pessoas como elas encaram o dia-a-dia. Enfim, que os "gringos" possam mais do que enxergar, que de fato eles possam se contagiar com esse espírito para enfrentar os dias de hoje. Afinal, é assim que nós encaramos os desafios, seja aqui ou em qualquer lugar.

Ps.: Infelizmente, uma grande parte dos protagonistas dessa história não apareceu no vídeo. Na verdade essas pessoas estavam encarando novos desafios em reuniões externas quando a gravação ocorreu ;)

Saturday, May 09, 2009

Pele Verde I - Um projeto gratificante



Trailer - Documentário Pele Verde

É engraçado como na maioria das vezes em que a gente faz um trabalho do qual sentimos um grande orgulho, geralmente, é porque o resultado da execução supera as expectativas, ou porque a idéia é um tanto quanto original ou ainda porque ele deu um excelente resultado. Eu diria que a experiência de desenvolver o projeto Pele Verde foi bem além disso. A sua causa naturalmente já foi o bastante para que muitos auto-questionamentos se aflorassem. No entanto a experiência de vivenciar a execução de um projeto tão especial quanto esse torna essa sensação exponencialmente agigantada. É impossível não falar sobre esse projeto deixando de fora as experiências pessoais ou ainda a influência da sua grandeza na nossa percepção pessoal.

Este trabalho foi um tanto quanto peculiar, desde o pensamento estratégico, passando pela execução e por fim a divulgação. Por causa disso eu prefiro então compartilhar com vocês essa experiência em vários posts, comentando o projeto sob vários aspectos. A partir de agora frequentemente publicarei vários pequenos capítulos que contarão essa história, ao mesmo tempo em que ela vai de fato acontecendo.


Além disso, esse foi o primeiro grande projeto que tive a oportunidade de desenvolver na age, a agência interativa do Bradesco, também do grupo Isobar. Onde tenho tido uma experiência incrível de compartilhar com pessoas maravilhosas como a Ana Lúcia, Domingos, Binda e todo o time o exercício de buscar fazer o melhor.


Vale ressaltar também que nada disso seria possível se não fosse Jorge Bodansky, o diretor cineasta e criador do Projeto Navegar, um verdadeiro estúdio sobre as águas do Amazonas. Jorge é um cineasta premiado internacionalmente, dono de uma visão muito significativa sobre essa região em que pesquisa há mais de 20 anos. A trilha sonora criada exclusivamente para o projeto é da Argila e edição Idéia Forte.

Por fim, tenho que dizer que a virtude desse projeto vem 100% da atitude desse cliente, corajoso e comprometido não só com a ousadia de apostar numa nova narrativa para a comunicar as ações do banco, mas de ser de fato o viabilizador da preservação de uma grande parte desse patrimônio imensurável que é a nossa Floresta Amazônica.



1 documentário em 10 episódios
A vida na floresta Amazônica, contada por quem vive nela.

Website para o Brasil - www.peleverde.com.br
Versão internacional - www.nativegreenproject.com
Page no Facebook
(lançamento dia 11/05/09)




Video-case


Monday, December 22, 2008

Muito além da mídia online




Me lembro que, no ano passado, ao observar as categorias do Festival de Cannes cheguei à conclusão que alguma coisa estava muito estranha e me incomodava profundamente. Ou seja, em todas, simplesmente todas as categorias haviam as suas derivações digitais. Parecia que haviam 2 festivais em um, o festival de Cannes analógico e o festival de Cannes digital.

Aquilo não parecia normal e me despertou um questionamento aparentemente idiota, mas genuíno, porque na verdade não era uma causa, mas uma consequência de algum tipo de distorção.

Pensei comigo: Será mesmo que os CEOs ou CMOs do mundo entendem que os problemas ou os desafios das marcas deles se distinguem entre analógico e digital? Não, não é possível pensei. Mas então porque diabos os orçamentos de marketing, as agências, e até os criativos estão divididos desta forma? Provavelmente porque a indústria destina suas verbas para pagar a veiculação de suas mensagens, em meios analógicos e meios digitais.

E o pior é que se eu disser que isso faz menos sentido ainda na minha cabeça, há chances de eu passar por louco. Mas a verdade é que, dar voz interativa às marcas está muito além de investir em mídia online, abrange desde a inspiração de novos produtos, de canais mais eficientes de relacionamento, de novos serviços e atendimento mais qualificado até a otimização de simplesmente todos os fatores relacionados ao tradicional mix de marketing de uma empresa.

O fato é que acho oportuno levantar esse assunto nesse momento peculiar que estamos vivendo, pois infelizmente boa parte das marcas no Brasil, quando se fala de comunicação, ainda se limita ao papel de anunciante, mesmo que digital. Na verdade, o uso do seu budget pode fazer muito mais do que veicular slogans, mas criar uma eficiente repercussão de imagem construída por um maior repertório de ferramentas estratégicas e inclusive criativas. Aliás, a própria campanha de Barak Obama exemplifica muito a respeito disso, onde mais de meio bilhão de dólares foi arrecadado exclusivamente pelos meios digitais. Não é a toa que se o mundo inteiro pudesse votar, talvez Obama fosse um presidente facilmente elegível a partir de qualquer país no mundo.

Enfim, acredito que 2009 será um grande ano, cheio de oportunidades para novas quebra-de-paradígmas, menos "força do hábito" e mais "vamos fazer diferente".

Que venha 2009.

Feliz Natal e Feliz Ano Novo para todos.

Friday, October 10, 2008

Criatividade e Sustentabilidade???


Muito em breve vai ao ar um novo projeto muito especial da Isobar.

E o que diabos caracteriza um projeto Isobar, você deve estar se perguntando uma vez que a Isobar não é uma agência mas uma rede de agências? A resposta é óbvia mesmo. É um projeto que integra várias agências da rede. E felizmente isso é muito comum em nosso grupo. Tão comum que aqui no Brasil por exemplo a gente tem uma equipe dedicada a iniciativas globais de clientes como Adidas, Nokia e muitos outros desde o começo do ano.

Só que desta vez a causa não vem de uma marca global, nem tão pouco oriunda do primeiro mundo, ao contrário, a causa vem do interior da Paraíba, mais especificamente de uma cidadezinha chamada Esperança, onde a cultura popular protagonizada por bonequinhas de pano construídas artesanalmente. Esse trabalho criado pelas mãos das senhoras que moram nesta comunidade inspiraram os Irmãos Campana e materializaram com toda a sofisticação que lhes é muito peculiar uma peça de arte chamada "Cadeira Multidão", ou "Multitude Chair" como se chamará o projeto criado pela Isobar.

O projeto começou com a aquisição do exemplar dessa peça aqui no Brasil mesmo. A partir da posse dela passou a usá-la como cenário ou assento para as pessoas gravarem seus depoimentos e suas visões sobre criatividade. E é exatamente aí que entra o trabalho em rede, as agências criativas do grupo Farfar (Top1 do Gunn Report) e a Glue (agência mais respeitada da Inglaterra) por exemplo além de receberem a cadeira em seus países contribuirão para participação da comunidade criativa em seus países de origem. Com isso esses depoimentos, gravados em diversos lugares serão parte virtualmente integrante da cadeira, que por sua vez já saiu do Brasil em junho deste ano rumo a Cannes, depois a Londres e na semana que vem vai para Estocolmo.

Os próximos destinos da "Multitude Chair" estão sendo definidos. Mas o importante é que após percorrer milhares de quilômetros coletando depoimentos sobre criatividade pelo mundo. Por fim a cadeira será leiloada juntamente com os milhares de depoimentos e seu website.
A renda será revertida em recursos para a economia sustentável na cidade de Esperança na Paraíba que poderá a partir disso ter as suas bonequinhas conhecidas pelo mundo inteiro e até vendê-las para os outros continentes.

Em breve aqui mais informações sobre o projeto. Já já você também vai poder colaborar dando seu depoimento.

Fico feliz em dizer que esse projeto, mostra bem que fazer propaganda, marketing, interatividade ou simplesmente tornar uma causa local numa causa global se torna ainda mais prazeroso com originalidade e autenticidade para quem faz mas sobretudo para quem se beneficia.

Sunday, August 10, 2008

Speedboats X Transatlantic cruise

Semana um bocado trabalhosa


Não há como negar, cada vez mais, as marcas precisam de agilidade e proximidade para promover contatos mais ricos com as pessoas. Cada vez menos as marcas podem se dar ao luxo de depender do decantamento da mensagem que vem da mídia de massa para promover as suas conexões. Daí surge uma metáfora maluca para exemplificar essa nova tendência. Speedboats X Transatlantic cruise

O que são os speedboats? "lanchas velozes". Várias iniciativas de marca (ações criativas) conectadas estratégicamente que ocorrem durante os 365 dias por ano, diversificando a conversa e criando uma experiência com o consumidor mais interessante a cada circunstância, construíndo assim um relacionamento que se mantém sempre quente, rico e acima de tudo capaz de assumir mudanças de rotas, ajustes ou ainda adequação de planos conforme as condições metereológicas.




O que é um transatlantic cruise? "navio transatlântico". Nessa metáfora esse é aquele modelo de comunicação baseado em um único grande movimento em que toda a estrutura e investimento dão forma a uma única expressão de comunicação, onde a frequência na verdade é só baseada na repetição de mensagens em diversas mídias em vez de ser baseada na diversidade da experiência. Hoje em dia esse modelo tende a ser banal, frio e o mais perigoso, apresentar grande dificuldade para mudar rotas face a condições metereológicas desfavoráveis.

Pois é, com isso a gente vê que de fato não é só o consumidor que muda de hábitos. As grandes marcas estão revisando também os seus hábitos.

É verdade que o trabalho criativo se tornou muito mais amplo, confesso que também se tornou muito mais divertido e nem por isso menos responsável ou trabalhoso ;)

Sunday, August 03, 2008

Companheiros de batalha (criação)

Fred Siqueira (lááá atrás) - um talentoso caruaruense que estudou design em Recife, veio para São Paulo como designer de mídias digitais, passou pela Urbana e instalou-se na AgênciaClick antes mesmo dela completar 1 ano. Saiu, passou 1 ano na Age e voltou para a Click, onde passou a fazer parte da tropa de elite como diretor de arte. Após anos de casa, caiu na tentação dos convites dos americanos para desenvolver projetos e iniciativas para grandes marcas em São Francisco e, depois de trampar na Organic em São Francisco foi para a AKQA. Tendo trabalhado e assimilado as vantagens de um mercado mais maduro, atendeu uma ligação de um candango que havia chegado a pouco de Londres - onde passou desenvolvendo uns trabalhos malucos - e lhe fez uma proposta para continuar fazendo a mesma coisa, só que na terra brasilis (pelo menos a maior parte do tempo). Yes!!! Como dizem os americanos - esse amante da arte popular brasileira topou e aqui está, dando uma pitada da sua alma brazuca sem igual a esse caldeirão.

Andréa (a menina de cabelo beterraba, aliás desculpe, vermelho!) - carioca sem vestígios, passou 10 anos no Canadá onde se tornou uma das pessoas mais "polites" do mundo. Após trabalhar como redatora em diversas agências "offline" (como se chamavam antigamente) cansou do formato e encontrou aquele candango esquisito da outra história. Só que isso aconteceu também anos atrás, ainda em Brasília, e aconteceu exatamente no momento em que um candango estava montando um time que misturasse a experiência de pessoas nativas no digital com outras pessoas que tinham bastante experiência em propaganda tradicional, mas estavam inquietas e cansadas do formato, ou melhor, de formato. A afinidade no trabalho em dupla (diretor de arte/redator) lá no cerrado já era boa desde o início, o que rendeu o primeiro leão de ouro de Brasília. Depois de certo tempo, também deixou a cidade, convidada pelo mesmo candango e veio para São Paulo - onde continua baseada até hoje, porém agora vivendo em simultâneos fusos horários junto com os dois, o caruarense e o candango.

O candango (de branco) desde o ano passado acabou desenvolvendo, na marra, várias habilidades como: entender o sotaque escocês do Mark da Glue, saber onde se come bem em Londres, induzir ingleses a trabalharem após o horário normal sem mau-humor (num pub isso é fácil), fazer brainstorms com suecos como se fossem latinos (tudo bem, o Matias é uma exceção, eu confesso que tô roubando no jogo), fazer roughs de campanhas e projetos à mão e eles serem aprovados junto aos clientes que possuem uma cultura completamente diferente de nós, entre outras coisas. De fato, tudo isso não é mesmo muito fácil, mas o maior desafio mesmo ele ainda não conseguiu vencer: viajar sem morrer de saudades do seu molequinho de 1 mês e meio de idade e da mãe dele.

Mas o candango tem certeza que a partir de agora conta com esses companheiros de batalha. Ou seja, ganha apoio e a sua vida tende a ser mais normalzinha (tem alguém querendo se enganar?). Puta lorota, o trampo aumentou bastante, mas confesso que não tá nada ruim. Ao contrário, tem sido muito bom enfiar a colher e engrossar o caldo das iniciativas globais do grupo (Isobar) com o tempero de criatividade brasileira.

Sumiço temporário

Enfim, não tinha como ser diferente. Filho recém-nascido, licença paternidade com pedacinho de férias, trabalho com equipes em diferentes fusos horários, viagens, pitch, pitch e mais pitch. Não tinha como não ficar longe por um tempo.

Acho que agora não será diferente, mas pelo menos vou voltar a postar em meio a tanta maluquice.

Aproveitando, olhem isso aqui. é uma das coisas mais fantásticas que eu já vi.

Tuesday, June 10, 2008

Punto Social Test Drive



Já faz um tempo que este site está no ar, mas vale a pena dar uma passada lá nem que seja pra encontrar com uma nova galera. Esse vídeo explica direitinho como as coisas acontecem nessa experiência interativa e conta um bocado dos resultados que a iniciativa trouxe e continua trazendo. Tomara que os jurados dos festivais gostem ;)
Tem uns pequenos ajustes pra fazer no vídeo, mas tá valendo pra entender o que se passa por trás de um Social Test-Drive.

Monday, May 26, 2008

Alguém Twittando de Marte!


Uma das coisas que eu gostaria de ter presenciado é o momento em que vimos o homem pisar na Lua, mas infelizmente só nasci 2 anos depois. Entretanto, hoje me deparei com um acontecimento fantástico. A saga da Phoenix a Marte, nada mais nada menos do que uma sonda absolutamente moderníssima pousando na área onde há água congelada na superfície de Marte.

O incrível é que acompanhei toda a saga e a aventura, passo a passo desde a entrada do aparelho na atmosfera pelo Twitter (Mars Phoenix). Até aí muito interessante, porém o mais legal é que além de você ficar por dentro de todos os detalhes de seus movimentos por posts a comunicação é genialmente feita em primeira pessoa, tornando o acontecimento emocionalmente ainda mais interessante. Vale a pena seguir a Phoenix. Ela diz coisas interessantes e ainda conta coisas sobre a viagem ao planeta vermelho.

Monday, May 19, 2008

Preciosidade mexicana e progresso interativo brasileiro


Apenas para confirmar com vocês o que sugeri num post anterior, vejam esta campanha criada e produzida pela mexicana GrupoW para Rexona. É tudo maravilhoso, dinâmica da campanha, conceito e tudo mais, inclusive a produção que é impecavel. É impressionante. Confira aqui.
Parabéns a Migel e Ulysses.


Outro trabalho que me marcou durante o julgamento do Wave Festival, foi uma campanha de banners da Ogilvy para Dove. Além de pegar na veia da causa do produto, traz o uso muito inteligente de uma linguagem muito peculiar. A execução também é primorosa. Definitivamente uma campanha de banners muito eficiente além de muito divertida e linda. As mulheres que o digam ;)

Veja aqui abaixo 2 peças dessa campanha.
http://www.beyondthemouseover.com/br/spaceinvaders/pecas/index_space.html
http://www.beyondthemouseover.com/br/frogger/

Se posso dizer algo sobre o conjunto dos trabalhos que vi no Wave Festival é que o Brasil evoluiu bastante. Enfim, me surpreendi, começando por um excelente conjunto de trabalhos na rua dígnos de elogios.

Não percam o resultado final do festival, conheça mesmo todas as iniciativas vencedoras de todas as agências, pois existe no momento um retrato bem interessante da cena interativa no Brasil (produção, idéias, ações e iniciativas em geral). A indústria interativa do dia-a-dia como um todo evoluiu muito. Compare o dia-a-dia dos outros anos com o que você viu no dia-a-dia deste ano. De fato está muito melhor, mas ainda pode ser muito mais e vai ser.

Saturday, May 17, 2008

Fórmula, padronização ou comunicação simples

Hoje surgiu um papo interessante junto com a Fefa sobre o que é propaganda e o que não é. No fundo o que estabelece o que é propaganda não é uma composição do velho trivial, slogan, marca, imagem, mas a mensagem que uma experiência transmite, seja usando voz, letras, imagem, cheiro ou percepção capaz de gerar uma conclusão ou um sentido claro associado a uma marca.

A interatividade tem a vantagem de promover a experiência da mensagem, onde a conclusão pode acontecer somente dentro da cabeça de quem está sendo impactado, e muitas vezes inclusive sem precisar de legenda.

Esse papo me fez lembrar esse banner da Rolling Stone que eu adoro, cuja o objetivo não é gerar clique mas a transmissão de uma mensagem clara e direta.

E pra quem gosta de banner como eu e não conhece ainda muita coisa, recomendo o site www.bannerblog.com.au. Vocês vão ver um monte de coisas geniais.

Friday, May 16, 2008

Wave Festival - Primeiro dia de julgamento

Enfim, hoje começa o julgamento do Wave Festival, motivo pelo qual estou aqui no Rio. Confesso que nada mal.
A maioria das pessoas devem se perguntar - "mas o que será que vai ter em especial neste festival?"

Em primeiro lugar é um grande festival de comunicação onde as culturas latinas se encontram e por isso naturalmente o valor de contexto da comunicação ganha uma enorme relevância. Ou seja, não trata-se de uma premiação unicamente num estilo de comunicação universal como a maioria dos festivais (todo mundo entende). Isso é fantástico, porque a comunicação contextual com propriedade do local onde ela acontece, rica das características do momento e da praça em que ela acontece, inspirada na realidade de um povo específico pode trazer zilhões de diferentes novas experiências.

Parece um paradoxo em plena cena de globalização, eu falando de localização. Pois é, é isso mesmo, um movimento não anula o outro, ao contrário, são duas correntes paralelas.
Lembro que um dia eu estava trabalhando na Glue em Londres e alguém soltou um mp3 bombando no meio da agência de um puta funkão cariora. Claro que eu não acreditei naquilo e fui perguntar, "wa da fuck is that..., vc tem idéia do que esse cara tá cantando?" O cara me falou, "claro que não, mas soa muito mais roots e natural do que o hiphop americano". Aí eu entendi tudo.

Enfim, é mais do que uma oportunidade de ver o trabalho que os nossos amigos hermanos estão fazendo além de poder trocar figurinhas. Em Cannes por exempo, em Cyber não tem jurado mexicano, o que na minha opinião é um absurdo. Os caras fazem muito mais do que tantos outros e infelizmente não estão lá.

Pra terminar, aviso que vou postando por aqui o que for acontecendo de interessante, desde que não comprometa o adiantamento de nenhum resultado, claro.